
Quando amanheço
a claridade invade,
(sem pedir licença)
adentrando no quarto
Como uma maré
Subindo e subindo.
Quando amanheço
a claridade, invasora,
lambe o pé da cama
escala o cobertor e
- sem piedade -
alveja meus olhos!
Não cedo, finjo descaso!
Como filho que finge não doer
a palmada pelo pai aplicada.
Orgulho? Preguiça?
Os dois.
Ao final cedo, vencido
pelo Dia, general em combate
que leva os louros da vitória
mandando embora meu mundo onírico
Onde tudo se é.
Basta querer.
Fpolis, fevereiro/2005.
Por que guarda uma jóia desta tanto tempo sem publicação?
ResponderExcluirAinda bem que você despertou! Vai, vai! Continua.